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100 Inovações Sociais - Sufrágio das Mulheres - Embaixada da Finlândia, Lisboa : Actualidades

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Notícias, 07-03-2017

100 Inovações Sociais - Sufrágio das Mulheres

Este ano celebra-se 110 anos da eleição das primeiras deputadas ao Parlamento na Finlândia. Desde 1906, ano da lei do sufrágio universal, a participação das mulheres na tomada de decisão política tem evoluído de maneira positiva.

Na Finlândia, a participação das mulheres na tomada de decisão política tem evoluído de maneira positiva. Por muito tempo, o campo da política foi dividido em áreas de actuação masculina e de actuação feminina. As políticas de saúde, educação e assuntos sociais são tradicionalmente consideradas como áreas de actuação feminina. Recentemente, mulheres têm começado a actuar com sucesso também em áreas antigamente consideradas como masculinas, ocupando, por exemplo, postos de ministro da Defesa e de ministro das Finanças. Na prática, as mulheres têm-se mostrado tão qualificadas quanto os homens como especialistas e autoridades em diversos assuntos no mundo da política. A próxima meta deve ser o aumento da proporção feminina na tomada de decisão económica.

Riitta Supperi/Keksi/Team Finland
Fotografia: Riitta Supperi/Keksi/Team Finland

No início do século xx, o movimento feminista finlandês lutou pelo direito da mulher de votar e de se candidatar nas eleições. Em 1905, as mulheres trabalhadoras participaram da organização da greve geral, e em 1906, as mulheres finlandesas conquistaram os plenos direitos políticos. Ao mesmo tempo, o sistema de representação baseado em quatro classes sociais foi transformado em parlamento unicameral, o mais democrático da Europa (inovação 1).

Dezanove mulheres foram eleitas no primeiro Parlamento, representando um pouco menos de um décimo dos membros do Parlamento. Nove dessas mulheres foram social-democratas e dez representaram partidos burgueses.

As mulheres têm usado o seu direito de voto com bastante afinco e, desde 1991, se tornaram mais activas nesse sentido do que os homens. Recentemente, o poder político tem-se concentrado cada vez mais nas mãos das mulheres finlandesas: a população elegeu Tarja Halonen como a primeira presidente do país em 2000, reelegendo-a em 2006 para um segundo mandato, que terminou em 2012. Riitta Uosukainen foi a primeira mulher a ocupar o posto de presidente do Parlamento em 1994–2002, e Anneli Jäätteenmäki a primeira mulher a ser nomeada primeiro ministro, em 2003.

A primeira mulher de todos os tempos nomeada como ministra na Finlândia foi Miina Sillanpää, apontada para a função de ministra dos Assuntos Sociais e da Saúde em 1926. No segundo governo de Paavo Lipponen, em 1995, a proporção de mulheres em postos ministeriais passou de 40%, mas foi apenas no governo de Anneli Jäätteenmäki de 2003 que a proporção igual de ministros homens e mulheres foi alcançada. Em 2007, Matti Vanhanen nomeou doze ministras para o seu segundo governo, a proporção das mulheres chegando já aos 60%.

A proporção de mulheres como membros do Parlamento permaneceu baixa por muito tempo. Entre 1962 e 1991, essa proporção variava entre 13,5% e 38,5%, e alcançou 42,5% nas eleições parlamentares de 2011. A proporção de mulheres participando nas eleições tem aumentado constantemente, sem necessidade de recorrer a sistema de quotas. Também em eleições municipais a proporção de mulheres eleitas tem aumentado gradualmente. Nas eleições municipais de 2008, cerca de 37% dos vereadores eleitos foram mulheres.

Em 1995, o sistema de quotas foi adoptado nas eleições indirectas para órgãos decisórios governamentais e municipais. Para alcançar a meta de igualdade, uma quota de 40% das vagas deve ser preenchida por mulheres. A igualdade de géneros na distribuição de vagas é obrigatória também nos conselhos de administração e nas direções das empresas de capital municipal ou estatal, assim como em outros órgãos decisivos ou administrativos formados por representantes eleitos. No entanto, as mulheres continuam ocupando uma posição marginal na tomada de decisão económica. Essa questão mereceria ser resolvida não só na esfera pública, mas também nas empresas de capital privado, onde maior participação das mulheres traria sem dúvida muitos benefícios económicos.

Texto escrito por: Tuula Haatainen, Ministra dos Assuntos Sociais e da Súde em 2003–2007

Mais informações:

O parlamento da Finlândia - Pioneiro da Igualdade

O dia em todos adquiriram o direito a voto

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actualizados 07-03-2017


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